terça-feira, maio 08, 2018

Comunicáveis​/​Yncxmvnyckvwys disponível no Bandcamp.

Atenção! Você que curte música no formato digital, informamos que nossos 2 EPs lançados em 2010 agora estão disponíveis no Bandcamp! Basta clicar no link abaixo:

https://modusoperandi4.bandcamp.com/album/comunic-veis-yncxmvnyckvwys

Em breve, vamos disponibilizar toda a discografia da Modus nesta plataforma virtual. Aguardem ;)

quarta-feira, abril 11, 2018

Resenha "...Vício, Virtude, Violência..." por Antônio Barbieri.

O multi homem Antônio Celso Barbieri escreveu um texto sobre nosso disco, o qual só podemos classificar como PERFEITO (devido ao entendimento de nosso trabalho e a identificação histórica e referencial). Agradecemos pelas suas palavras e nos orgulhamos muito de ter alguém tão gabaritado avaliando (e aprovando) nosso esforço... OBRIGADO:

Barbieri Indica: Modus Operandi - Vício, Virtude, Violência (Dezembro de 2017)
Escutem aqui: https://www.podsnack.com/Barbieri/avunaphu
Hoje em dia, quando ouvimos alguma banda de rock extremo incorporando no seu trabalho sons de máquinas (máquinas de furar, serras elétricas, percussões batendo martelos em pedaços de metal, etc), inevitavelmente teceremos comparações com bandas como Ministry, Die Krupps ou Young Gods (só para citar algumas), portanto quando ouvi este EP da banda Modus Operandi chamado Vício, Virtude, Violência imediatamente notei as suas influências. No entanto, como conhecedor do trabalho da antiga banda alemã Einstürzende Neubauten que desde o começo dos anos 80 vem fazendo música, usando instrumentos construídos por eles mesmos, fazendo ritmos usando pedaços de metal retirados de depósitos de ferro velho, assim como usando sons de máquinas, sei que as influências do pessoal do Modus Operandi vão bem mais longe. Mesmo porque no mundo da música clássica o uso de máquinas e a “preparação ou modificação” de instrumentos musicais já vinha sendo feita à muito tempo! Se tiverem curiosidade chequem o trabalho de John Cage e György Ligeti.
John Cage foi um compositor norte americano e teorista musical, um pioneiro sobre o uso da música indeterminada, da música eletroacústica e do uso de instrumentos musicais tradicionais mexidos ou com afinações estranhas. Cage foi, depois da Segunda Guerra Mundial, uma das figuras líderes do avant-garde na música moderna. Os críticos especializados o consideram como sendo o mais influêncial compositor do século 20.
György Ligeti foi um compositor de música clássica contemporânea, descrito como sendo um dos mais importantes compositores de música avant-garde da última metade do século 20. Ele também foi considerado um dos mais criativos e influenciais músicos entre as figuras mais progressistas dos seu tempo.
Desculpem-me a insistência na parte didática dos meus textos, mas, aqui no caso da banda Modus Operandi, fica claro que este projeto carrega na sua alma, de forma consciente ou não, a tradição destas bandas, artistas, estilos e porque não dizer "escolas".
Mas, vamos conferir o álbum Vício, Virtude, Violência:
1. M.A.L. - Logo na primeira faixa a banda prepara de forma minimalística o ouvinte, para o clima urbano e pós apocalíptico que permeará todo o álbum. Esta música trás um solo de gaita estranho trazendo uma sensação de deslocamento em relação ao todo musical. Pude até imaginar um mendigo maltrapilho, sem esperança, tocando sem saber, seu último solo de gaita em meio à uma cena de total devastação nuclear!
2. U.M.A. - Esta faixa agradou-me muito. O teclado faz a cama para o ritmo da bateria seguido de perto pelo baixo e de forma hipnótica nos prepara para a poesia falada com uma letra irretocável. Cabe lembrar que não estamos falando aqui de hap. Em todo este trabalho a coisa esta mesmo mais para poesia interpretada com emoção e sabor de intervenção.
3. Barbárie - Aqui temos um comentário direto sobre a realidade urbana violenta vivida no Brasil de hoje. O arranjo instrumental respeita perfeitamente a proposta musical do grupo onde o destaque mesmo, fica por conta da letra poderosa um verdadeiro turismo macabro pelas cidades brasileiras.
4. Ad Baculum - "Na dúvida o instinto define a culpa, o castigo e o crime!" Outra faixa inteligente onde a música obedientemente se serve ao poder do trabalho vocal, ao poder da letra.
5. Psicografia - "A guerra está na sua cabeça! O inimigo está em outro lugar!". Perfeito!
6. Holocausto - Com toda esta devastação e mortes na Síria e outros países árabes, talvez esta música apenas deveria ser intitulada "Guerra". Esta música ritmicamente me fez lembrar um exército em marcha, como um tanque de guerra destruindo tudo por onde passa. Esta faixa é a mais longa e já aviso que ela não é do tipo fácil de ser ouvida pois são quase 14 minutos dos quais aproximadamente os 70% finais são compostos por um "solo" de máquina de furar ou serra elétrica, cortando ou atritando sobre uma superfície metálica. Podemos então dizer que este álbum tem um final "cáustico", modelo cadeira de dentista. 
Conclusão, achei este álbum corajoso, criativo e interessante. Pena que é apenas um EP pois gostaria de ouvir mais! Parabéns!
Conforme pude verificar assistindo no Youtube o show do Modus Operandi ao vivo no Teatro Gamboa Nova em Salvador acontecido no dia 21 de fevereiro de 2018. a banda consegue executar muito bem ao vivo este trabalho! Digo isto porque, para este estilo de arte, trata-se de uma tarefa nem sempre muito fácil de ser executada ao vivo. Para escutarem este álbum cliquem no link abaixo:
Escutem aqui: https://www.podsnack.com/Barbieri/avunaphu

sábado, março 24, 2018

Aniversário do Verme

É HOJE! A partir das 13 h, aniversário da Márcio Verme no Buk Porão, com Modus Operandi, Organoclorados, Jato Invisível, Via Sacra e muito mais. Não esqueçam de levar 2 kg de alimentos para serem doados ao NACCI.


TODO MUNDO LÁ!!

domingo, março 11, 2018

Modus Operandi no Sunday Rock (Alagoinhas -BA)

Pois é, estaremos estreando na cidade de Alagoinhas neste domingo (11/03). Vamos tocar ao lado de bandas que adoramos, como Organoclorados e Aborígenes. Será a partir das 13:30, conforme flyer abaixo:


TODO MUNDO LÁ!

terça-feira, fevereiro 20, 2018

Show de lançamento do disco ...Vício, Virtude, Violência... (Parte 1)

Demorou mais saiu...

Amanha (21/02) será o show de lançamento do nosso novo CD, no Teatro Gamboa Nova (Largo dos Aflitos). Será PONTUALMENTE às 20 h com ingressos a R$ 10 meia/R$ 20 inteira e participação especial da FUNCIONAFACE.

Ah, tá rolando uma lista amiga no Facebook, basta clicar aqui

TODO MUNDO LÁ !!




segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Agradecimentos!

Pessoal, queremos aqui deixar registrado nossos agradecimentos por dois shows recentes que foram EXCELENTES!

Ambos, devido a correria, não divulgamos aqui no blog... Um foi o aniversário de nosso percussionista Marcos Sampaio:



Este show contamos com a participação mais que especial do projeto Funcionaface (por André Borges, da banda Vende-$e) e também com algumas pontas dos nosso amigos Devarnier (que concebeu a capa do nosso novo disco) e Dark (que foi nosso primeiro baterista e autor da letra de "Desconstrução"). Segue vídeo com nossa performance conjunta:



Além dessa noite super especial, tivemos também o "Mundos em Conexão", reunindo Modus (Salvador), Jato Invisível (Lauro de Freitas) e Organoclorados (Alagoinhas):



Este evento também contou com participações muito especiais: Suzi da banda Invena e Silvana da Jato Invisível cantaram músicas com a Organoclorados, bem como nossa amiga Beatriz que fez um cover do Joy Division. O público se divertiu muito e foi interessante ver a total integração entre os presentes e as bandas! Para quem foi a participou, fica aqui o nosso MUITO OBRIGADO!



terça-feira, janeiro 16, 2018

Release "...Vício, Virtude, Violência..."

Confiram o release oficial do nosso novo disco, "...Vício, Virtude, Violência...", elaborado por nosso amigo Marcos Borgón:



Viciante, Virtuoso e Violento!
O ritmo frenético das grandes cidades. O caos do trânsito. A poluição sonora e atmosférica. As relações cada dia mais breves e fugidias. O crime e os noticiários sensacionalistas. A Modus Operandi representa e traduz a vida nas grandes metrópoles, e o melhor: transforma em arte. Mas não espere uma arte de fácil fruição, é antes de tudo uma arte complexa, anárquica, incômoda.
Vício, Virtude, Violência não é apenas um título. Trata-se de um conceito que permeia todo o EP. Na primeira faixa, M.A.L., uma gaita de blues antigo e melancólico passeia sobre o reator industrial acionado pela banda. A letra minimalista vem a bordo dos vocais ligeiros e raivosos de Henrique Letárgico. A poesia concreta da segunda música, U.M.A., nos chega através da inconfundível voz de David Vertigo, enquanto um berimbau parece animar uma roda de capoeira no meio de uma metalúrgica em plena atividade. Barbárie, a terceira faixa, teve a letra concebida na Estação da Lapa, antes de sua reforma. Com uma base pulsante, somos levados a perambular pelo submundo de Salvador. Ad Baculum traz o vocal do percussionista Marcos Sampaio; letra com trechos extraídos da Carteira de Trabalho, e uma bateria meio tribal, no centro de uma parafernália enlouquecida. A quinta faixa, Psicografia, contou com a ajuda sobrenatural de Lou Reed, que, segundo a lenda, teria ditado a letra para os integrantes da banda numa espécie de transe coletivo. Holocausto, a última faixa, remete aos horrores da Segunda Guerra, enquanto soa, também, assustadoramente atual. E ainda possui um final hipnótico e angustiante.
Vício, Virtude, Violência traz na capa o trabalho do artista plástico Devarnier Hembadoom, e em seu conteúdo, o conhecido potencial sonoro da Modus Operandi, uma banda que se define como rock industrial, mas que não se acomoda dentro do rótulo. E da inquietação criativa do quarteto surge a marca registrada da banda: o experimentalismo. Desde o início, há vintes anos, a banda apresenta suas referências (industrial, gótico, poesia concreta, atonalismo) de forma desconstruída, diluída e processada, sempre em busca de uma personalidade própria, de um som autêntico. E mais uma vez obteve êxito. Vício, Virtude, Violência é um trabalho com o selo Modus Operandi de qualidade.


Marcus Borgón